Grandes marcas de calçado trocam China por Portugal
As grandes marcas internacionais estão a reforçar a produção de calçado em Portugal, em detrimento da China. Problemas de qualidade e de incumprimento dos prazos de entrega estão na base desta mudança, avança o «Jornal de Notícias».
«O que se sente é que as empresas que foram para a China estão a voltar. Há cerca de um ano começámos a sentir isso e este ano foi mais forte», adianta André Fernandes, da Fábrica de Calçado Evereste. Nesta empresa, as marcas próprias Cohibas, Evereste, Fugato e Chibs são o principal motor das vendas, mas, explica André Fernandes, «estamos a ser muito solicitados tanto em linhas desportivas como de estilo por marcas europeias para a produção de pequenas séries».
O optimismo é sentido também na Netos Fábrica de Calçado que produz sobretudo para outras marcas. «Os grandes grossistas holandeses que importavam muito da China estão a regressar, porque querem mais qualidade», refere Domingos Neto, acrescentando que o investimento em equipamentos de ponta foi essencial para dar resposta «aos grossistas que querem grandes quantidades e a outros clientes de pequenas séries».
São insígnias como a Nike, Adiddas, Le Coq Sportif, Armani, Prada ou Versace que olham de novo para a indústria portuguesa de calçado porque na Ásia nem tudo corre bem.
«Decisões de colecções a longo prazo com os riscos consequentes de erro em produtos moda, maior dificuldade de acesso ao crédito, despesas financeiras com a manutenção de stocks, problemas de qualidade e fiabilidade nas entregas nos prazos correctos», são para Américo Pinto, da Jefar Indústria de Calçado, as razões que estão a trazer as grandes marcas de novo para o nosso país. Na Jefar, que tem a marca Pratik, 90% da produção é para private label (subcontratação) e, adianta Américo Pinto, este ano, «têm sido muito sondados para produções orientadas para o preço».
É que também neste caso há mudanças. Cerca de 85% do que a indústria de calçado portuguesa exporta é calçado em couro e é neste segmento que a China faz mais concorrência às nossas empresas. No entanto, o preço praticado nos dois países tem vindo a aproximar-se cada vez mais.
Fonte: agenciafinanceira

Sinceramente gostaria de saber quem pretendem enganar com esta noticia?
Só quem não trabalha com a China e produz neste país, com extrema qualidade, é que poderá acreditar na barbaridade escrita neste artigo. Senão, porque será que a industria textil em Portugal desapareceu e a de calçado é praticamente inextistente? A qualidade é má, e os preços nada competitivos!
Profissionalismo? Quase nulo!
Continuamos a trabalhar em Portugal com fabricas em regime familiar……..
Por favor, meus senhores, deixemos de tentar enganar o Zé Povinho……..
A China e a sua produção não reflete o que as lojas chinesas tem à venda no nosso país.
Além de que são capazes de produzir TUDO e com alta qualidade. Estão sempre prontos a trabalhar, desde que lhes sejam dadas boas condições.
Aqui, o governo injecta dinheiro em indústrias, onde os gestores fazem o mesmo desaparecer, os trabalhadores não recebem os salários, e NINGUÉM pede contas aos mesmos gestores, nem um auditor lé metem numa empresa para verificar contas.
Não brinquem, por favor!
Irene Grilo
Bom dia Irene e obrigado desde já pelo estruturado comentário.
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–>> http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/sapatos-calcado-industria-agencia-financeira/1186250-1728.html
Seria um bom comentário directamente na fonte.
Cumprimentos,
Site dos Serviços.